Fundação Padre Anchieta

Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.

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Com o aumento do debate sobre o politicamente correto e sobre como evitar ações que excluam ou insultem grupos de pessoas, certas atitudes, que antes eram comuns no Carnaval, passaram a ser vistas com ‘maus olhos’. Comportamentos como tentar ‘roubar’ um beijo de uma mulher, usar acessórios indígenas como fantasia ou cantar marchinhas que fazem piada com homossexuais já não são mais aceitos. Mas, afinal, o que é permitido no Carnaval?

No JC1, a professora de pós-graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM Gisela Castro deu dicas de como aproveitar a folia da melhor forma sem que ninguém saia da festa ofendido. Apesar de frisar que não há uma regra exata, a docente destacou que é importante estar sempre disposto a ouvir.

“Se alguém reclamou, escute e respeite o sofrimento do outro, é a capacidade de ter empatia. [...] É aí que a gente aprende, é aí que a gente muda”, apontou. Segundo Gisela, a discussão em torno do tema é uma oportunidade de mudar a festa para melhor, mais aberta ao respeito e à diversidade.

Sobre o uso de adereços, roupas e maquiagens com elementos de outras culturas, a professora considera que pode ser, em muitos casos, ofensivo. Porém, Gisela aponta exceções, como a ala das baianas, que é obrigatória nos desfiles como uma homenagem ao samba e à resistência. A dica dada nesse momento é pensar em como sua roupa ou atitude podem ofender outras pessoas.

“Se a gente patrulhar o Carnaval e começar a cercear o Carnaval com muita ‘regrinha’ pré-concebida do ‘pode’, ‘não pode’, ‘isso sim’, ‘isso não’, ele vai ficar chato. Mas, por outro lado também, se a gente achar que o Carnaval é um vale-tudo na base do desrespeito [...] a gente vai transformar o Carnaval em um inferno”, completou Gisela.

Confira o comentário:




Em casos de assédios ou violência durante o Carnaval, a vítima pode recorrer ao Disque 180 ou ir até um órgão de segurança para registrar um boletim de ocorrência. No caso das mulheres, há a opção de que a vítima procure uma das Delegacias Especializadas de Atendimento a Mulher (DEAMS), onde ela será encaminhada a um serviço de saúde para a realização de exames e medicações.