Fundação Padre Anchieta

Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.

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A partir desta semana, o cinema brasileiro tem presença cativa na TV aberta. Estreia na próxima quarta-feira (1º/5), às 22h30, na TV Cultura, o programa semanal Sala de Cinema. A apresentação fica por conta da atriz Guta Ruiz.

A faixa traz 36 longas-metragens de ficção e documentário selecionados em um edital da Spcine em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Do total, dez são inéditos em quaisquer plataformas de exibição, inclusive cinema. Já os outros 26 nunca foram exibidos na TV Cultura.

"É a primeira iniciativa da Spcine que faz esse movimento, de levar uma seleção tão diversa de longas-metragens direto para a TV aberta e, por consequência, para o grande público. Fico feliz também por ter a TV Cultura como parceira, uma emissora tão adorada e respeitada pelos brasileiros", afirma Laís Bodanzky, diretora-presidente da empresa da Prefeitura de São Paulo.

Presidente da TV Cultura, Marcos Mendonça reforça importância do alcance da televisão para suprir as demandas de distribuição do cinema nacional: “a televisão é um veículo universal no País, atinge os lugares mais remotos. O cinema hoje tem uma produção altamente eficiente, mas ele carece de uma possibilidade de distribuição melhor. Há uma série de fatores que muitas vezes dificultam que os filmes cheguem até o brasileiro. A televisão vai abrir essas portas”.

O primeiro filme da seleção é a comédia “Entre Idas e Vindas” (foto 1 | foto 2), que vai ao ar em 1º/5. Dirigido por José Eduardo Belmonte, conta a história de um professor que se apaixona por uma gerente de telemarketing depois que seu carro quebra em uma viagem com o filho. Fábio Assunção, Ingrid Guimarães e Alice Braga estão no elenco.

Em 8/5, é a vez de “Era o Hotel Cambridge” (foto 1 | foto 2), da cineasta Eliane Caffé. Vencedor de prêmios em festivais como o de San Sebastian e do Rio, o filme narra a trajetória de refugiados recém-chegados ao Brasil que, juntos com trabalhadores sem-teto, ocupam um velho edifício abandonado no centro de São Paulo.

Na sequência estão produções como “A Cidade Onde Envelheço” (15/5), “Se Deus Vier que Venha Armado” (22/5) e “O Último Cine Drive-in” (29/5).

Entre os documentários estão “Badi”, sobre a trajetória da cantora e compositora homônima, “Sabotage: Maestro do Canão” (foto), que acompanha os caminhos artístico e pessoal do rapper paulistano, e “Mestre Cabelo”, sobre o instrumentista Romano Nunes, conhecido como Cabelo.

Também estão no programa os longas “Joaquim” (foto 1 | foto 2), de Marcelo Gomes, “A Casa de Alice”, de Affonso Uchoa e João Dumans, e “Dois perdidos numa noite suja”, uma adaptação de José Joffily para a clássica peça de teatro de Plínio Marcos.

Estão ainda na lista de exibição filmes como "Histórias de Marabaixo", "Cildo", "Ela volta na quinta", "Castanha", "Vermelho Russo", "Terra deu, Terra Come" e "Por um punhado de dólares".

Com investimento total de pouco mais de R$ 1 milhão, o edital da Spcine foi inaugurado em junho de 2018 e recebeu projetos de longas-metragens de todo o Brasil.