Fundação Padre Anchieta

Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.

CENTRO PAULISTA DE RÁDIO E TV EDUCATIVAS

Rua Cenno Sbrighi, 378 - Caixa Postal 66.028 CEP 05036-900
São Paulo/SP - Tel: (11) 2182.3000

Televisão

Rádio

Acontece

Realizado em 2018 pela equipe da TV Cultura em parceria com o instituto Itaú Cultural, o documentário Inezita estreia nesta quinta-feira (28/3) em circuito nacional. Dirigido pelo jornalista e diretor Helio Goldsztejn, com roteiro de Fabio Brandi Torres, o filme homenageia a dama da música de raiz e apresentadora do Viola, Minha Viola, Inezita Barroso (1925-2015). A atração será lançada na rede do Espaço Itaú de Cinema em Brasília, Porto Alegre e São Paulo, onde também será exibida no Caixa Belas Artes. Já em Belo Horizonte, estará disponível no Cine Belas Artes.

A parceria entre a TV Cultura e o Itaú Cultural se iniciou na sequência da Ocupação Inezita Barroso, realizada pelo instituto em 2017, e teve a sua primeira exibição na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (MIC). O filme apresenta a história da cantora que desafiou família, preconceitos, a própria época em que começou a carreira e até o universo de um gênero musical. Inezita venceu várias batalhas ao longo da vida e sempre carregou a bandeira da preservação da música de raiz, abrindo caminho para que outras mulheres também pudessem cantar e tocar viola. Se hoje a presença feminina é cada vez maior na música caipira, muito deste mérito se deve a ela.

Inezita somou mais de 60 anos de carreira – quase 35 deles à frente do Viola, Minha Viola, programa que se tornou espaço único de defesa da música caipira. Como apresentadora, comprou várias brigas por admitir apenas a presença de artistas que procuravam manter a tradição do gênero musical que abraçou. Não admitia, por exemplo, baterias e teclados no palco da atração.

À sua jornada na televisão e às apresentações musicais como cantora, Inezita Barroso somou outras atividades: foi atriz de cinema – tendo ganhado o Prêmio Saci de Melhor Atriz de 1955, dirigida por Alberto Cavalcanti –, pesquisadora, folclorista, radialista e professora universitária. Poucos sabem, mas em sua trajetória de cantoria, ela não foi motivada somente pela música caipira, mas também pelo samba. Para Paulo Vanzolini, foi a melhor intérprete do gênero no País.

Participaram do documentário com depoimentos sobre Inezita as atrizes Ruth de Souza, Nicette Bruno e Eva Wilma, o ator Ary Toledo, o violeiro Paulo Freire, que foi o curador da Ocupação Inezita Barroso, o musicólogo e jornalista Zuza Homem de Mello, o jornalista José Hamilton Ribeiro e os cantores Mary e Marilene Galvão, Renato Teixeira e Roberta Miranda.

Ficha Técnica de Inezita:

Realização: TV Cultura

Direção: Helio Goldsztejn

Roteiro: Fabio Brandi Torres

Produção Executiva: Eneida Barbosa

Edição e Finalização: Solano Marreiros

Sonoplastia: José Antonio Lippo

Imagens: José Elias da Silva

Duração: 85 minutos

Classificação indicativa: 10 anos