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Fernando Lockett | Divulgação
Fernando Lockett | Divulgação

A partir deste sábado (1/9), a faixa Cine Brasil leva ao ar três novas minisséries brasileiras: África da Sorte; Mauani, O Silêncio de Maria e Coração das Trevas. As histórias retratam a realidade pós-colonial no Brasil. A TV Cultura passa a exibir um episódio inédito de cada produção por semana, às 23h30, 00h e 00h30, respectivamente.

Primeira a estrear na faixa, África da Sorte é uma minissérie composta por cinco episódios que se passam em um fictício país africano, de passado colonial português, chamado Aruanda. Recém-saído de uma guerra civil, o local vive um momento de reconstrução. O enredo narra a trajetória de Mohana da Costa, uma publicitária de 23 anos, negra, recifense, que é contratada para atuar na campanha publicitária da loteria África da Sorte, que, em tese, seria uma forma de arrecadar dinheiro para a reconstrução do país.

A razão da ida de Mohana é o bom salário por lá oferecido. Sua atividade consiste em criar clipes com imagens publicitárias dos programas sociais bem-sucedidos desenvolvidos pela loteria. As imagens vendem um povo feliz que tem a árdua tarefa de reconstruir o país. Um encontro casual com um menino de nove anos e um artista de rua chamado MC Imperador, que usa um aparelho ortopédico em uma de suas pernas e dança nas ruas da capital de Aruanda, transforma o destino de Mohana. Ela tem de escolher entre viver num país miserável, sendo instrumento da propagação da miséria, ou mergulhar num sonho de liberdade insano.

Na sequência, começa a minissérie de cinco episódios Mauani, O Silêncio de Maria. A trama conta a história de Maria, uma idosa descendente de índios que, depois do enterro de seu marido, o negro Chicão, compartilha com sua neta surda-muda um caderno de memórias escrito durante vários anos. A relação de amizade entre avó e neta possibilita a Maria fazer suas confissões por meio dos escritos. O conteúdo do caderno são suas lembranças, desde a infância vivida numa aldeia indígena, que fora dizimada por correrias, passando por um cativeiro no barracão do seringal, até chegar à sua vida adulta numa colocação de seringa na companhia de seu marido.

Contudo, o fato mais importante relembrado por ela é o aprendizado solitário do alfabeto e das operações básicas da matemática, que possibilitou a ela ajudar no controle das economias de seu marido e desenvolver sua mania de escrever sobre a vida. Maria narra para a neta todo sofrimento que ela, sua família e muitos outros trabalhadores tiveram no interior dos seringais.

A última série exibida é Coração das Trevas, que narra em seu arco dramático um lento processo ficcional da decadência social brasileira, fazendo um analogia à situação de colonialismo desumano e predatório descrita na obra de Joseph Conrad. As quatro estórias que compõem a série falam sobre as bases do modus operandi das forças que controlam as massas de manobra que habitam esse universo distópico, cuja decadência permitiu a aparição de um personagem tão controverso como Kurtz.

Nesse caso específico, o arco narrativo acompanha a lenta ascensão do obscuro personagem incorporado pelo Chefe de Polícia local, que levará às últimas consequências a corrupção de instituições públicas em favor de interesses econômicos pessoais. Os episódios são conduzidos em VoiceOver segundo o ponto de vista do protagonista de cada estória, uma narrativa recheada de reflexões psicológicas sobre os fatos que ocorrem.

Serviço:

Cine Brasil

Sábados:

África da Sorte, às 23h30

Mauani, O Silêncio de Maria, à 00h

Coração das Trevas, à 00h30