Fundação Padre Anchieta

Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.

CENTRO PAULISTA DE RÁDIO E TV EDUCATIVAS

Rua Cenno Sbrighi, 378 - Caixa Postal 66.028 CEP 05036-900
São Paulo/SP - Tel: (11) 2182.3000

Televisão

Rádio

Acontece

Acervo TV Cultura
Acervo TV Cultura Tônia Carrero e Mario Sérgio no filme 'É Proibido Beijar'

São Paulo, 21 de agosto de 2018 – O Persona em Foco desta quarta-feira (22/8) leva ao ar uma edição especial em homenagem à atriz Tônia Carrero, que nesta semana completaria 96 anos. Retratando a trajetória de vida e carreira de uma das maiores estrelas brasileiras do teatro, cinema e televisão, o programa em memória à artista é apresentado por Atílio Bari e Analy Alvarez e vai ao ar às 23h15, na TV Cultura, no YouTube e no aplicativo Cultura Digital.

Maria Antonietta Portocarrero Thedim nasceu em 23 de agosto de 1922, no Rio de Janeiro, e faleceu aos 95 anos, em 3 de março deste ano. Durante mais de 60 anos, sua presença iluminou os palcos teatrais, o cinema e a televisão de todo o Brasil. Por meio de imagens memoráveis e depoimentos de familiares, de personalidades e da própria homenageada, o Persona em Foco relembra pontos importantes da vida de Tônia, desde a infância até a bem-sucedida carreira como atriz.

Tônia conta que seu pai era general do Exército e depois tornou-se professor. “Era duplamente inteligente. Era um intelectual. Levava em casa Procópio Ferreira, Jaime Costa. E eu aprendi desde cedo a ir com ele pela mão, a amar o teatro. Ele mesmo tinha uma belíssima voz, lia poesias para mim (...) lia Olavo Bilac”.

Sobre a mãe conservadora, que não queria que ela ingressasse no teatro e nem ao menos a deixava fazer balé, ela diz: “ela falou: ‘Deus me livre, essa menina vai acabar num palco’. Minha mãe sabia que eu acabaria num palco. Foi contra a minha carreira até ela morrer. No entanto, depois que morreu, eu descobri debaixo da cama dela uma porção de álbuns, recortes meus”.

Tônia também acresenta outra passagem com sua mãe. “Ela dizia: mulher separada na minha casa não entra. Coitada, me casei três vezes”, lembra, entre risos. A artista comenta sobre seu primeiro marido, Carlos Arthur Thiré, que diz ter sido, talvez, a pessoa mais interessante com quem conviveu. “Eu me casei com 17 anos, por uma questão de independência”. Tônia ainda fala sobre os outros casamentos, com Adolfo Celi e César Thedim.

Ela também ressalta que sua beleza a ajudou na carreira, abrindo portas. Beleza essa que o Persona recorda ao destacar que o rosto da atriz foi reproduzido em moedas de cruzeiro, na década de 60. Tônica Carrero ainda fala sobre a época em que viveu em Paris, na França, ao acompanhar o marido Carlos Arthur Thiré, que foi fazer um curso de pintura. “Aí eu descobri um curso de teatro e me meti nele. Foi onde eu aprendi muita coisa, inclusive uma humildade enorme”.

Na televisão, Tônia Carrero estreou no Grande Teatro Tupi, em 1952. Na Rede Globo, sua primeira novela foi Pigmalião 70, em 1970. Também vieram outros trabalhos importantes em telenovelas, como Água Viva, em que interpretou Stella Simpson, e Sassaricando, em que deu vida a Rebeca, ambas nos anos 80. Seu último trabalho na TV foi na novela Senhora do Destino, como Madame Berthe Legrand, em 2004.