Fundação Padre Anchieta

Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.

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Fortalecer o espaço para o cinema nacional na TV aberta. Esta é a proposta do mais novo edital que a Secretaria Municipal de Cultura e a Spcine, em parceria com a TV Cultura, lançado na última quarta-feira (6/6), na Sala Paissandú da Galeria Olido. As inscrições ficam abertas de 8 de junho a 23 de julho e podem ser feitas na plataforma SP Cultura.

Com investimento total de R$ 1.020.000 (um milhão e vinte mil reais), o programa vai selecionar, por meio de uma comissão julgadora, até 36 longas longas-metragens inéditos de todo o Brasil para serem exibidos na emissora pública paulista. Serão aceitos os formatos de ficção, animação e documentário.

O edital é composto por dois módulos. O primeiro seleciona até dez obras inéditas em qualquer plataforma de exibição, incluindo cinema. O prêmio individual é de R$ 50 mil. Já o segundo escolhe até 26 longas que nunca foram ao ar na TV Cultura. Ganha pontuação maior a produção que for 100% inédita na televisão aberta. Cada projeto deste módulo recebe R$ 20 mil.

Durante o lançamento, o presidente da TV Cultura, Marcos Mendonça, reforçou a importância do alcance da televisão para suprir as demandas de distribuição do cinema nacional: “a televisão é um veículo universal no País, atinge os lugares mais remotos, muitas vezes inacessíveis. O cinema hoje tem uma produção altamente eficiente, no sentido em que há uma quantidade enorme de produtos, mas ele carece de uma possibilidade de distribuição melhor. Há uma série de fatores que muitas vezes dificultam que os filmes cheguem até o brasileiro. A televisão vai abrir essas portas”. E justifica: “quando a produção está basicamente resolvida, nós temos que equacionar fundamentalmente o problema do acesso ao produto, da distribuição, e eu tenho certeza que este é um passo extremamente importante”.

O secretário municipal de Cultura, André Sturm, reiterou essa situação: “o investimento efetivamente não alavanca o resultado, acaba sendo uma possibilidade de dar apenas um pouco mais de visibilidade. A gente vê o grande número de filmes brasileiros que, com grande esforço, alcançam 5 mil pessoas. Isso não é demérito, não é o filme que não tem qualidade, é a lógica do mercado que faz com que esse filme não encontre público nas salas de cinema. De outro lado, a gente tem a televisão que, como disse o Marcos, está em 99,99% dos domicílios do Brasil. E nós darmos a possibilidade dos filmes, que na maior parte dos casos são produzidos com dinheiro público, chegarem até o público é fundamental”.

Ele explicou também a lógica do repasse de verba: “ao invés de investir aquele recurso que acabava não tendo retorno efetivo nem para o produtor, nem para a população, estamos usando-o neste novo programa, que vai permitir que a TV Cultura receba os filmes - ela não vai investir no pagamento dos filmes como uma contrapartida pelo espaço que estamos recebendo”. “Por outro lado, os produtores recebem o pagamento pelos direitos dos filmes. Com isso, se nós tivermos um ponto de audiência só na Grande São Paulo, já são 200 mil pessoas. Se for um ponto no Brasil, multiplicamos por três ou quatro. Quantos filmes brasileiros alcançam esse público, mesmo quando são bem sucedidos?”, completa o secretário.

Mauricio Ramos, presidente da Spcine, lembrou dos demais editais lançados pela instituição com o objetivo de ampliar o alcance das produções: “a gente tem pensado os editais sempre em prol do fomento da circulação do conteúdo brasileiro. Este casamento com a televisão aberta e com a TV Cultura vem muito nessa direção e para nós realmente é uma honra estar participando deste acordo proposto pelo secretário ao Marcos Mendonça”.

Produtoras e distribuidoras brasileiras independentes podem participar da seletiva, que não estipulará limite para o número de obras inscritas por proponente. Também está entre os critérios de aprovação o tempo de expedição do CPB.

As inscrições devem ser feitas pela plataforma SP Cultura pelo link: http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/projeto/3924.