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Adriane Sanseverino
Adriane Sanseverino

Nesta quarta-feira (6/6), a TV Cultura estreia uma nova temporada do Persona em Foco. O primeiro episódio da série de programas inéditos revela momentos marcantes da vida da atriz Cláudia Raia. Em um bate-papo descontraído, a artista comenta sua trajetória com carinho, respondendo a perguntas do diretor Gerson Steves e do dramaturgo Eduardo Martini. Com apresentação de Atílio Bari, a atração vai ao ar às 23h15, na emissora, no YouTube e no aplicativo Cultura Digital.

Com um vasto arquivo de trabalhos em televisão e musicais, Cláudia Raia chama atenção por sua atuação magistral dentro e fora dos palcos. “Engraçado: eu me lembro da sensação de estar entrando em casa, praticamente. Me sentia muito confortável”, diz a atriz no Persona Em Foco, sobre a primeira vez em que pisou em um palco, aos três anos, para dançar o Bem-Te-Vi Atrevido.

Aos sete, ela já desafiava grandes nomes da cena artística, como o bailarino e coreógrafo nova-iorquino Lennie Dale, alguém a que ela se refere na edição como uma das pessoas mais importantes que já passaram por sua vida e carreira. Pouco tempo depois, com 13 anos de idade, Cláudia foi contemplada com uma bolsa para estudar ballet em Nova York.

De acordo com a atriz, no período de sua adolescência, ela se achava “horrorosa”. Como tinha uma amiga muito bonita, para chamar a atenção dos meninos ela tomou uma atitude: “comecei, conscientemente, um treino de carisma, do saber falar, do saber convencer. Era minha amiga com todos os meninos em volta e eu sozinha. Dali a pouco, eu ia roubando o público dela”.

Ela também fala sobre a época em que morou na Argentina e dançou profissionalmente. Seguindo a história de sua trajetória, Cláudia relembra Sheila, uma personagem 18 anos mais velha, que interpretou com apenas 15 anos. Era sua participação na versão brasileira do musical A Chorus Line: “quando eu entrei, eu dei de cara com o Walter Clark, que era o produtor. Para quem não sabe, é uma das figuras mais importantes da TV”.

A edição mostra a primeira participação de Cláudia na televisão, aos 17 anos, como a personagem Carola, contracenando com Jô Soares na esquete Vamos Malhar, do programa Viva o Gordo, na Rede Globo. Após assistir A Chorus Line, Jô a convidou para fazer o papel e antes teceu elogios à atriz. “O Jô fez uma declaração para mim. E disse: ‘olha, eu só vi uma pessoa brilhando desse jeito na Broadway. Você é de um talento imenso. Você vai ser uma das maiores estrelas desse país’”, conta Cláudia.

A artista também fala sobre sua primeira novela, Roque Santeiro, na TV Globo. Ainda destaca outros trabalhos na televisão, como o personagem Tonhão, na TV Pirata, e a telenovela A Favorita, na qual viveu sua primeira protagonista no horário nobre.

Quanto à sétima arte, a atriz comenta sobre suas participações nos filmes Os Normais 2 e Matou a Família e Foi ao Cinema. “Cinema eu fiz muito pouco perto do que eu gostaria de ter feito”, relata. Quanto aos musicais, Claudia ressalta sua admiração por esta arte: “não existe teatro musical que não seja superlativo”. A atriz tem passagem por Splish Splash, Sweet Charity, Pernas pro Ar, Cabaret, Crazy for You, Raia 30 e Cantando na Chuva, entre outros.

Cláudia também fala sobre seu trabalho como produtora. Neste momento, ela está produzindo o espetáculo Chaplin: “se você me perguntar ‘o que você gosta mais, de produzir ou de atuar?’ Eu acho que a mesma coisa, eu gosto do mesmo jeito”.

Ela se emociona ao falar dos amigos mais próximos, incluindo Reynaldo Gianecchini, Miguel Falabela e Eduardo Martini: “eu sou uma pessoa que vivo para apoiar os meus amigos. E a vida é responsiva. Porque a vida me dá de volta (...) Deus pôs no meu caminho só grandes amigos. E tudo o que eu consegui na minha vida foi porque eu tive apoio. Foi porque alguém me deu a mão”.

Sobre Reynaldo Gianecchini, ela diz: “é uma luz na minha vida, (...) estar ao lado dele é sempre acalentador”. Durante o programa, diversas personalidades dão depoimentos sobre a artista, incluindo Wolf Maya, Miguel Falabela, Jorge Fernando, Louise Cardoso, Murilo Alvarenga, Genésio de Barros, Tonhão e Fábio Saltini.