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O Café Filosófico estreia uma série inédita neste domingo (13/5), intitulada Do Paradigma da Dominação ao Paradigma do Cuidado, com curadoria do psicanalista e cientista Carlos Plastino. Neste dia, será exibida a palestra Uma Concepção Atropológica do Patriarcado. Apresentado por Clarissa Kiste e Kiko Bertholini, a atração vai ao ar às 21h, na TV Cultura, no YouTube e no app Cultura Digital.

Uma Concepção Atropológica do Patriarcado

Valores como hierarquia, obediência e autoridade estão na base de um paradigma que nos formou e determinou a maneira como nos relacionamos com a natureza, com as pessoas e até com nossas próprias emoções. No entanto, como afirma o psicanalista Carlos Plastino, se por um lado um paradigma organiza o conhecimento, por outro também o limita e perde sua sustentação quando é desafiado por novas evidências.

Hoje constatamos que muitos dos valores do patriarcado não são mais condizentes com o que queremos para o nosso mundo atual. Esses indícios de crises de várias ordens talvez indique que é o momento de repensarmos nossos referenciais. A partir desses conceitos, o Café Filosófico deste domingo questiona: saberemos criar uma nova história sem a dinâmica “dominadores versus dominados”? Quais seriam os valores de um novo paradigma?

Sobre a série Do Paradigma da Dominação ao Paradigma do Cuidado

Organizada em torno das ideias centrais de conflito, conquista e dominação como característica fundamental das relações entre os homens e destes com a natureza, o paradigma da dominação apresenta inequívocos sinais de crise. Possuindo raízes profundas no falo/logo centrismo do patriarcado, essa concepção paradigmática sofre o severo impacto do próprio patriarcado.

A crise do paradigma apresenta duas características fundamentais: por um lado torna evidente a cristalização de impasses insuperáveis na situação vigente, tornando imprescindível uma profunda transformação das ideias — do imaginário — que geraram a situação em crise; por outro, na medida que dita transformação e se configura como uma necessidade, abre uma oportunidade para a criação de um novo imaginário, isto é, uma outra maneira de conceber os homens, suas sociedades e suas formas de produção.

Neste contexto, é possível assinalar a emergência de elementos de um novo paradigma: o do cuidado, sustentado no reconhecimento da alteridade, que tem na empatia natural dos homens sua raiz mais profunda.