Fundação Padre Anchieta

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se pela dificuldade de comunicação verbal e de interação social, e já apresenta sintomas logo na infância. Muitos pais preferem não identificar os sinais no bebê, por ser difícil receber o diagnóstico e ter de lidar com seus distúrbios no futuro da criança. Contudo, o diagnóstico precoce é importante para garantir mais qualidade de vida para o paciente e a família.

Apesar de ter intensidades distintas, podendo apresentar sintomas sutis dependendo da idade da criança, há casos em que o transtorno dá sinais claros quando o bebê ainda está com oito meses de idade. No Momento com o Especialista desta semana, o pediatra e homeopata Moisés Chencinski aborda o assunto.

Confira quais são os indicadores do autismo em bebês e a importância do acompanhamento com especialistas para a evolução da criança.

A partir de qual idade se pode fazer o diagnóstico de autismo? Tenho um bebê de 8 meses muito nervoso, não olha no meu olho. Gostaria de saber se devo pensar em autismo como hipótese. Converso com a pediatra, que diz ser normal.

- Julia Leati

Resposta: Em abril de 2017, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou um documento científico - Triagem precoce para Autismo/Transtorno do Espectro Autista - para diagnóstico precoce do TEA (Transtorno de Espectro Autista), que é caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rápido se inicia o tratamento, dando chance a uma melhor evolução da criança.

O TEA pode se manifestar com diferentes intensidades. A prevalência do Espectro Autista é de um bebê para cada 88 em todo o mundo.

Segundo o trabalho da SBP, o bebê pode demonstrar sinais de autismo, como atraso em adquirir o sorriso social, interesse em objetos, sorrindo para eles ou movimentando o corpo, assim como o pouco interesse pela face humana, a preferência por dormir sozinho no berço e a irritabilidade quando ninado no colo.

Meu filhinho tem 2 anos e 10 meses e nasceu prematuro de 34 semanas. Ele é acompanhado por médicos do Centro de Genética Médica da Unifesp e foi diagnosticado como autista. Ele também tem cardiopatia congênita e retardo mental moderado; é agressivo com ele mesmo quando é contrariado. Ele tem problemas de refluxo, não fala e grita bastante quando quer se comunicar.

Gostaria de saber se existe algum tipo de tratamento para melhorar tudo isso.

- Márcia Vaz

Resposta: Determinadas situações não têm respostas simples. É necessário um acompanhamento cuidadoso. Os médicos do Centro de Genética Médica da Unifesp já fazem uma boa parte do acompanhamento. Além disso, o pediatra que acompanha seu filhinho já deve ter encaminhado vocês para uma avaliação com especialistas - cardiologista pediátrico, neuropediatra e gastroenterologista pediátrico.

Ademais, a estimulação por meio de profissionais especializados na área (autismo) é fundamental para a evolução da criança

Saiba mais sobre o Espectro Autista em edição do programa Momento Papo de Mãe.

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