Fundação Padre Anchieta

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Para se defender da suposta acusação da compra de voto para a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016, o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, listou quarenta testemunhas. Entre elas, o Rei da Holanda e Pelé. Mas não só. Estão na lista também o Príncipe Albert 2 de Mônaco e o presidente do COI, Thomaz Bach. O juiz que cuida do caso pode aceitar, ou não, que sejam ouvidos. E eu fico me perguntando o que a família olímpica, sempre tão lembrada por Nuzman na época dos Jogos, não deve estar achando de tudo isso.

Metade dos arrolados vive no exterior o que, claro, só alongará o processo. Mas eu queria chamar a atenção para um outro detalhe citado pela defesa, que se mostrou convencida de que "... quando o magistrado se detiver na história pessoal do deferente certamente perceberá o absurdo, a concepção cerebrina das imputações lançadas em detrimento" do acusado. Falo do pedido para que a ação penal seja extinta por considerar a suspeita de propina no COI um caso de corrupção privada, não previsto na lei brasileira.

Daí que não custa lembrar que há pouco mais de dez dias a defesa de José Maria Marin, que está sendo julgado nos EUA, pediu para que a lei do Brasil fosse considerada. Algo que outros dirigentes em situação parecida já tinham tentado, alegando que em seus países alguns dos atos dos quais são acusados não seriam crimes. Mas, lá nos Estates, os promotores cortaram logo o papo. Ora, diante disso soa óbvia a necessidade de rever nossas leis, ou corremos sério de vê-las usadas como escudo.

Mais estarrecedor, no entanto, é constatar que por aqui ex-Presidente, Governadores, Senadores e outros poderosos não conseguiram escapar das garras da justiça, enquanto os barões da bola seguem intocados. Ricardo Teixeira, réu nos EUA, investigado na Espanha e homem forte do futebol brasileiro por mais de duas décadas, pode ter esbanjado cinismo mas não errou ao dizer que "não há lugar mais seguro para estar do que o Brasil".