Fundação Padre Anchieta

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Em um ranking de 83 países, o Brasil ocupa a quinta posição entre as nações com o maior índice de homicídios femininos. Esse dado alarmante tem raízes profundas relacionadas à construção cultural da sociedade brasileira. Para explicitar as origens desse problema, a juíza Adriana Mello, de uma vara especializada em crimes contra mulheres no Rio de Janeiro, é a convidada do Café Filosófico deste domingo (19/11). O programa inédito vai ao ar às 21h, pela TV Cultura e com transmissão simultânea pelo YouTube.

Atualmente, no Brasil, 70% dos feminicídios – crime de ódio baseado nas questões de gênero – são provocados pelos parceiros das vítimas. Olhar para o passado e buscar os fundamentos de dados como esse é essencial para saber como encarar a situação. Esse tipo de violência passa ainda pela escassez de punição e a minimização pela sociedade das ocorrências registradas pelas vítimas, questões fortemente atreladas à construção estereotipada, ao longo do tempo, do sexo feminino.

Ao longo do programa, Adriana Mello explica que a ligação entre esses estereótipos e os crimes cometidos contra as mulheres se dá quando elas buscam se libertar de paradigmas impostos culturalmente pela sociedade. Ela também conta que na década de 1970, quando as mulheres começaram a se inserir progressivamente no mercado de trabalho e os movimentos feministas cresceram, também repercutiram casos emblemáticos de crimes brutais, unicamente por as vítimas serem do sexo feminino.

Além disso, a juíza relembra na atração a luta para que, em 1980, fosse criada a primeira Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher. Apenas em 2006 a Lei Maria da Penha foi sancionada, o que representou um novo patamar de enfrentamento a esses crimes no Brasil. Isso porque a ainda recente legislação tornou uma obrigação legal o direito à vida sem violência. Todavia, ainda existem diversos desafios, inclusive durante a procura por ajuda policial, quando alguns profissionais minimizam o problema e desestimulam o registro da ocorrência.

O Café Filosófico é uma parceria entre o Instituto CPFL e a TV Cultura para a difusão, pela televisão e por meio do canal do programa no YouTube, de ideias de grandes pensadoras e pensadores contemporâneos sobre temas que resvalam o cotidiano.