Fundação Padre Anchieta

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Há uma verdade implícita no futebol que costuma jogar a favor da cartolagem: o resultado. Isso mesmo, o resultado. Detalhe que os mais críticos costumam dizer que certos comentaristas usam como álibi. Mas o resultado pode ser mais perverso do que isso, embora no fim das contas seja absolutamente inocente. A verdade é que quando um clube triunfa pode ter cometido os maiores absurdos na gestão, pode estar com a corda no pescoço em matéria de finanças que tudo soa azul. E isso me veio à mente ao ficar sabendo que a FIFA decidiu deixar o Brasil fora do roteiro que o troféu da Copa do Mundo faz pelo planeta.

Serão 50 países de seis continentes. Na América do Sul visitará o Chile, a Argentina e a Colômbia. A justificativa oficial é que o nosso país ficou fora por ter sido a última sede. O que me fez pensar que nem na hora da justificativa a entidade fez algum esforço. Afinal, nesse giro planetário o troféu passará pelos últimos sete países-sede. Motivo bem mais plausível é que a CBF e a FIFA têm patrocinadores rivais. Em outros tempos a influência dos brasileiros sobre a cúpula do futebol dificilmente teria permitido que o Brasil fosse excluído. Mas com as entranhas cada vez mais expostas a Copa do Mundo de 2014 é algo que todos os envolvidos querem tornar cada vez menos evidente e a visita teria efeito contrário.

Foi a Copa que desfigurou de vez o Maracanã e que embora tenha dado aos corintianos o estádio que eles tanto sonhavam não permitiu aos mais sensatos a possibilidade do orgulho pleno. E nem vamos falar da Arena Pantanal visivelmente frágil desde sempre, do estádio erguido em Brasília que não merecia ter pra si o nome de Garrincha. E é aí que faço a costura com o que afirmei no início pois, pra aumentar o desespero dos que tramaram tudo, a Copa de 2014 não trouxe consigo um resultado que pudesse aplacar esse dissabor.

Ao contrário, carregaremos pra sempre aquele sete a um, que se interpretado pelo viés dos fatos hoje em dia pode muito bem ser encarado como a cristalização de tudo o que se fez de errado em nome do nosso futebol. Tudo saiu às avessas e naquele fatídico julho de 2014 o futebol, como quem impõe um castigo, não nos deu nada. Nem um resultado que os cartolas pudessem usar como escudo, como fazem desde sempre. É certo que a visita do troféu não mudaria muita coisa, mas a ausência dele parece uma pista de que aquela é uma Copa que alguns preferem esquecer, quando na verdade o que precisamos é passa-la a limpo.