Fundação Padre Anchieta

Custeada por dotações orçamentárias legalmente estabelecidas e recursos próprios obtidos junto à iniciativa privada, a Fundação Padre Anchieta mantém uma emissora de televisão de sinal aberto, a TV Cultura; uma emissora de TV a cabo por assinatura, a TV Rá-Tim-Bum; e duas emissoras de rádio: a Cultura AM e a Cultura FM.

CENTRO PAULISTA DE RÁDIO E TV EDUCATIVAS

Rua Cenno Sbrighi, 378 - Caixa Postal 11.544 CEP 05036-900
São Paulo/SP - Tel: (11) 2182.3000

Televisão

Rádio

Acontece

Jair Bertolucci
Jair Bertolucci

Inezita Barroso completaria 91 anos nesta sexta-feira (4). Conhecida por ser uma referência na música caipira, ela dedicou mais de 60 anos de sua vida ao rádio, ao teatro e à televisão.

Inez Magdalena Aranha de Lima nasceu em 4 de março de 1925, no bairro da Barra Funda, São Paulo. Aos 7 anos de idade, adentrou ao universo da música, aprendendo a cantar e a tocar violão em um grupo de meninas. Aos 11, iniciou seu aprendizado de piano. Desde a infância, tomou gosto pelo universo rural. Seu pai, que tinha um importante cargo na Estrada de Ferro Sorocabana, incutiu na menina o gosto pelas viagens e proporcionou o contato com Raul Torres, com quem Inezita aprendeu várias melodias no violão.

No início da década de 50, Inezita Barroso deu o pontapé inicial em sua carreira, quando participou de um recital no Teatro Santa Isabel, no Recife, o qual lhe proporcionou um compromisso com a Rádio Clube do Recife. A paixão pela música de raiz fez com que a paulistana, por meio de seu trabalho, espalhasse esse rico pedaço do folclore brasileiro pelos cantos do país. O tema, inclusive, fez parte de cursos e palestras ministrados por ela ao longo da carreira.

Ainda na área da música, contabiliza mais de 200 honrarias, como o Prêmio Sharp de Música na categoria Melhor Cantora Regional, o Grande Prêmio do Júri do Prêmio Movimento de Música, e o Prêmio Roquette Pinto como Melhor Cantora de Rádio da Música Popular Brasileira. Foram 80 discos com mais de 900 músicas gravadas.

Inezita Barroso já se apresentou com violão e viola ao lado de orquestras regidas por Hervé Cordovil, Guerra-Peixe, Gabriel Migliori, Ciro Pereira, Radamés Gnattali, Rui Torneze, entre outros. Na televisão, sua carreira é longa. Começou junto com a inauguração da TV Record de São Paulo, sendo a primeira cantora contratada. Protagonizou programas ao vivo na TV Tupi, também de São Paulo, e em outras emissoras do Brasil, como TV Rio, Tupi do Rio de Janeiro, TV Itapuã da Bahia, TV Jornal do Comércio do Recife, TV Farroupilha de Porto Alegre, além de participações em canais do Pará, Amazonas, Maranhão, Minas Gerais etc.

Como atriz, atuou nos filmes ‘Ângela’ (1951); ‘O Craque’ (1953); ‘Destino em Apuros’ (1953); ‘É Proibido Beijar’ (1954); ‘Carnaval em Lá Maior’ (1955); ‘O Preço da Vitória’ (1956); ‘Isto é São Paulo’ (1970); ‘Desejo Violento’ (1970) e ‘Mulher de Verdade (1954), que lhe rendeu a conquista do Prêmio Saci, um dos mais cobiçados da época.

Dos seus mais de 60 anos dedicados ao mundo artístico, 35 deles foram à frente do programa Viola, Minha Viola, da TV Cultura, principal local de registro da música caipira na televisão brasileira. As mais de 1.500 gravações são capazes de registrar a enormidade de grupos folclóricos existentes no país: folias de reis, reisados, batuques, catiras, cururus e repentes.

Por seu amor à música caipira e às tradições populares, foi condecorada com o título de doutora honoris causa em Folclore pela Universidade de Lisboa. Em 2014, foi eleita para a Academia Paulista de Letras, sucedendo a também folclorista Ruth Guimarães.

Em 8 de março de 2015, dias depois de completar seu 90º aniversário, Inezita Barroso faleceu no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de insuficiência respiratória aguda, deixando um legado à música caipira e, sobretudo, à cultura popular brasileira. #ParaSempreInezita


Relembre o Tributo à Inezita - Quanta saudade você me traz:


Assista à segunda parte no YouTube.